2026 ainda não acabou. Se você procura jogos que podem surpreender em 2026, os últimos meses reservam alguns dos lançamentos mais curiosos do calendário — de gigantes como Grand Theft Auto VI a projetos que podem acabar roubando a cena.
Depois de tantos lançamentos importantes, seria fácil chegar a outubro imaginando que o mercado de games já entregou praticamente tudo o que tinha para entregar neste ano.
O calendário conta outra história.
Outubro, novembro e dezembro ainda misturam franquias históricas, terror, RPG, ação wuxia, experiências cooperativas e algumas apostas bem diferentes do padrão.
Por isso, esta não é simplesmente uma lista dos maiores lançamentos. Selecionamos 10 jogos que podem surpreender em 2026 por algum motivo concreto — seja pela proposta, pelo retorno de uma franquia ou pelo potencial de entregar algo que pouca gente está esperando.
GTA VI é naturalmente o gigante comercial desta reta final, mas alguns dos jogos mais interessantes para acompanhar são Phantom Blade Zero, Final Fantasy Resonance, Valor Mortis e Hela: of Mice & Magic. São projetos muito diferentes entre si — e justamente por isso podem produzir algumas das maiores surpresas do fim de 2026.
Calendário dos jogos que podem surpreender em 2026
Gears of War: E-Day quer fazer os Locust assustarem novamente
Em vez de simplesmente continuar aumentando a escala da história, Gears of War: E-Day olha para trás.
A história acompanha Marcus Fenix e Dominic Santiago durante o Emergence Day, quando a humanidade encara a ameaça Locust em uma escala que ainda não compreende.
Isso permite à The Coalition recuperar uma característica que foi ficando menos evidente conforme a franquia cresceu: o horror.
Os Locust não precisam ser apenas inimigos que aparecem aos montes. Dentro desse contexto, eles podem voltar a representar algo desconhecido, brutal e assustador.
Porque E-Day não precisa ser simplesmente “Gears 6”. Voltar ao início do conflito permite recuperar uma atmosfera que ajudou a tornar os primeiros jogos tão marcantes.
Clive Barker’s Hellraiser: Revival finalmente leva esse universo aos games
Transformar Hellraiser em videogame parece uma ideia tão natural que é curioso pensar quanto tempo demorou para a franquia ganhar uma adaptação desse porte.
Hellraiser: Revival aposta em terror em primeira pessoa e em elementos associados ao universo criado por Clive Barker: sofrimento, criaturas grotescas e horror psicológico.
E existe uma vantagem importante aqui. O jogo não precisa competir diretamente com os gigantes de ação do período.
Se conseguir transformar a identidade perturbadora de Hellraiser em boas mecânicas — em vez de depender apenas do nome — pode se tornar uma das surpresas de terror do ano.
Valor Mortis tem uma combinação que dificilmente passa despercebida
Era napoleônica e horror sobrenatural.
Só essa combinação já faz Valor Mortis parecer diferente de grande parte dos jogos de ação e RPG que chegam ao mercado todos os anos.
O jogador assume o papel de William, um soldado de Napoleão que retorna da morte em uma Europa transformada por uma ameaça sobrenatural.
Em vez de mais um universo de fantasia medieval, temos armas, arquitetura e referências históricas misturadas a criaturas e acontecimentos grotescos.
Porque não parece interessado em ser apenas mais um RPG sombrio. O cenário napoleônico dá ao projeto uma personalidade própria antes mesmo de começarmos a falar do combate.
Castlevania: Belmont’s Curse carrega um peso enorme
Poucas franquias possuem uma relação tão profunda com um gênero quanto Castlevania.
E isso cria uma situação curiosa para Belmont’s Curse.
Hoje existe uma quantidade enorme de metroidvanias excelentes. Muitos deles foram diretamente influenciados pela própria série que agora precisa disputar novamente a atenção desse público.
Segundo a página oficial da Konami , Belmont’s Curse se passa 23 anos depois de Castlevania III: Dracula’s Curse e aposta novamente em ação e exploração 2D, com maior liberdade e velocidade.
Castlevania não precisa provar que sua fórmula funciona. O desafio é mostrar o que uma nova produção consegue acrescentar a uma estrutura que ajudou a definir um gênero inteiro.
Final Fantasy Resonance olha para o passado para tentar algo novo
Durante décadas, Final Fantasy esteve associado à busca por mundos cada vez maiores, apresentações cinematográficas e tecnologia gráfica de ponta.
Final Fantasy Resonance segue por outra direção.
O projeto utiliza uma estética HD-2D, combinando personagens em pixel art com ambientes tridimensionais, iluminação moderna e uma apresentação que recupera deliberadamente parte da identidade clássica dos RPGs da Square Enix.
Cristais, chocobos e outros elementos familiares ajudam a reforçar essa conexão com as raízes da franquia.
Porque não tenta competir diretamente com Final Fantasy XVI ou Final Fantasy VII Remake. Em vez disso, explora uma pergunta muito mais interessante: como seria um Final Fantasy moderno que continuasse evoluindo a estética clássica?
Phantom Blade Zero pode ser a grande surpresa da lista
Se existe um jogo desta seleção com potencial para sair de “muito aguardado por determinado público” e alcançar uma audiência muito maior, é Phantom Blade Zero.
O projeto da S-GAME combina ação extremamente veloz com uma estética inspirada em wuxia e combates que parecem coreografias de artes marciais.
É também o tipo de jogo cuja proposta pode ser entendida assistindo poucos segundos de gameplay.
Mas justamente aí está seu maior desafio.
Se o combate realmente tiver a profundidade e a fluidez sugeridas pelo material divulgado, Phantom Blade Zero pode deixar de ser apenas uma promessa visual e estabelecer uma nova franquia importante.
Grand Theft Auto VI ainda consegue surpreender?
Vamos tirar o óbvio da frente.
GTA VI não é uma descoberta escondida.
É exatamente o contrário. Pouquíssimos jogos chegam ao mercado carregando uma expectativa comparável.
A história acompanha Jason e Lucia em Leonida, estado fictício que inclui o retorno de Vice City e dá à Rockstar outra oportunidade de construir um enorme mundo aberto.
A própria Rockstar mantém 19 de novembro de 2026 como data de lançamento para PlayStation 5 e Xbox Series X|S.
Portanto, a pergunta interessante não é se GTA VI venderá muito.
Porque as expectativas já são gigantescas. Superá-las pode ser mais difícil do que superar qualquer concorrente.
Hela: of Mice & Magic é o nosso azarão
Depois de armas, monstros, artes marciais e uma cidade gigantesca, chegamos a pequenos ratos.
E isso é ótimo.
Hela: of Mice & Magic aposta em uma aventura muito mais acolhedora, na qual pequenos familiares de uma bruxa exploram um mundo inspirado em paisagens escandinavas.
A proposta inclui exploração e cooperação, mas também pode funcionar como experiência solo.
Porque jogos menores não precisam derrotar GTA VI. Precisam encontrar seu próprio público. Depois de meses de produções enormes, uma aventura menor, charmosa e cooperativa pode chegar exatamente na hora certa.
Professor Layton oferece exatamente o oposto dos gigantes
Professor Layton and the New World of Steam não precisa de combate frenético, centenas de quilômetros de mapa ou gráficos ultrarrealistas.
Seu combustível continua sendo aquilo que tornou a série especial: mistério, personagens e quebra-cabeças.
E existe uma vantagem curiosa nisso. Em um mercado no qual muitos jogos parecem disputar quem consegue ocupar mais horas da vida do jogador, uma experiência mais focada pode parecer refrescante.
Porque nostalgia e identidade própria podem ser tão poderosas quanto orçamento. Layton não precisa jogar o mesmo jogo que GTA, Gears ou Phantom Blade.
Path of Exile 2 tem uma segunda oportunidade de lançamento
Path of Exile 2 ocupa uma posição diferente dos demais jogos desta lista.
Não estamos falando simplesmente da estreia de uma propriedade desconhecida. O projeto já vem sendo acompanhado e jogado por uma comunidade durante seu desenvolvimento.
É justamente isso que torna a chegada da versão 1.0 interessante.
Para quem já joga, ela pode parecer uma grande evolução. Para milhões de outras pessoas, pode funcionar como o momento em que Path of Exile 2 realmente “chega”.
Porque um lançamento 1.0 pode funcionar como uma segunda estreia, atraindo jogadores que preferiram esperar pela experiência considerada definitiva.
Os 3 jogos que mais podem surpreender
Tirando GTA VI da disputa — porque o jogo da Rockstar praticamente compete em uma categoria própria — três nomes chamam especialmente nossa atenção.
Tem potencial para transformar impacto visual em uma nova franquia de ação relevante.
A combinação entre Final Fantasy e estética HD-2D explora uma parte fascinante da identidade da série.
Era napoleônica e horror sobrenatural dão ao projeto uma identidade difícil de confundir.
E se tivéssemos que escolher apenas um azarão, ficaríamos com Hela: of Mice & Magic.
Entre todos os jogos que podem surpreender em 2026, alguns carregam expectativas gigantescas e outros ainda passam longe do radar de boa parte do público. É justamente essa mistura que torna os últimos meses do ano tão interessantes.
2026 ainda tem muita coisa para mostrar
É tentador resumir o restante do ano a Grand Theft Auto VI. E seria compreensível.
Mas olhar apenas para ele significa ignorar justamente a parte mais interessante deste calendário.
Temos Gears retornando a um dos momentos mais importantes de sua história, Final Fantasy experimentando uma estética diferente, ação wuxia em Phantom Blade Zero, horror napoleônico em Valor Mortis e até pequenos ratos tentando encontrar espaço entre produções gigantescas.
Talvez alguns desses jogos decepcionem.
Quase certamente nem todos serão excelentes.
Mas surpresa é justamente aquilo que ainda não sabemos prever.
E, olhando para o calendário, 2026 parece longe de ter contado sua última boa história.
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